• 21/05/2024

Depreciação é um conceito consolidado dentro da área contábil e representa a perda de valor de um ativo devido à sua utilização. A desvalorização de um item é condição comum, na qual um bem, como máquinas ou veículos, sofre desgaste e tem o seu valor gradualmente reduzido ao longo do tempo.

O acompanhamento do grau de depreciação permite que o gestor avalie a viabilidade de manter um caminhão, por exemplo. É possível decidir se é mais benéfico reformar esse veículo ou optar por realizar a substituição e desfazer-se do antigo.

A depreciação de veículos da frota é um fator que não se pode evitar, mas é possível adotar medidas para minimizar o seu impacto e manter as finanças da empresa saudáveis. Continue a leitura deste artigo para conhecer mais sobre o assunto.

1. Terceirização da frota

A contratação de uma empresa transportadora torna-se uma das alternativas mais viáveis para evitar a incidência da depreciação. Isso é possível porque a terceirizada arcará com os custos referentes à gestão de seus veículos, e o declínio do valor também está incluído.

Essa prática deixa a empresa contratante livre de todos os encargos referentes à sua frota e passa a ter custos somente para o serviço de frete.

Grandes corporações tendem a negociar com empresas terceirizadas, mais de uma dependendo do tipo de material transportado, e pagando tarifas por cada transporte. Essa prática pode ser adotada tanto para o abastecimento de matérias-primas quanto para o escoamento de mercadorias para os clientes.

Todos os serviços oferecidos pela empresa são estipulados em contrato, definindo as condições em que devem ser realizados. Esse aspecto permite a constante avaliação de prestadores de serviço e seu desenvolvimento.

Além da transferência dos custos referentes à perda de valor do veículo, uma transportadora tem capacitação técnica para lidar com o processo logístico, processos informatizados que permitem o acompanhamento de carga e a gestão compartilhada.

2. Contabilização da depreciação

O controle contábil da empresa é responsável por apurar a queda do valor de todos os bens, em especial dos veículos utilizados para transporte. No caso da frota, é importante lembrar que a depreciação é um custo real e que deve ser alocado no preço do frete, pois o caminhão faz parte da atividade fim da empresa.

Como calcular a depreciação de uma frota?

Existe uma fórmula simples para calcular a depreciação de uma frota, o que ajuda os gestores a determinar o valor que a frota perderá mensalmente. Esse valor pode ser considerado um custo fixo mensal para o cálculo do frete, pois a depreciação também pode afetar e influenciar no frete.

A fórmula é a seguinte: depreciação = valor de compra – valor de revenda / tempo de uso.

Vamos exemplificar: em 2012, um veículo tinha um valor de compra de R$60.000,00. Suponha que o gestor tenha respeitado o prazo médio de depreciação para veículos em geral, que é de 5 anos (60 meses), e só tenha vendido o veículo em 2017. Nesse ano, o valor de revenda do caminhão foi de R$40.000,00. Ao longo de 5 anos, houve uma depreciação de R$20.000,00.

No entanto, para considerar a depreciação da frota como um custo fixo, é necessário utilizar a fórmula: depreciação = R$60.000,00 – R$40.000,00 / 60 = R$333,33 por mês.

Para obter o valor médio de um veículo, o gestor pode recorrer à conhecida Tabela FIPE, disponível na internet. Também é possível realizar uma depreciação contábil consultando a tabela definida pela Receita Federal, que afirma que um carro sofre uma depreciação de 20% ao longo de 5 anos.

No entanto, é importante mencionar que a frota brasileira tem uma idade média de 9,6 anos nas empresas e de 17,6 anos entre caminhoneiros autônomos. No entanto, é necessário levar em consideração o risco de assaltos e acidentes nas rodovias, especialmente para os profissionais que trabalham por conta própria.

Na depreciação contábil, considerar que a frota de caminhões tem uma vida útil de cinco anos pode não ser adequado. O mais correto é considerar o seguinte:

• Para veículos pesados, a média é de 8 a 10 anos;
• Para veículos semipesados, a média é de 7 a 9 anos;
• Para veículos leves, a média é de 5 a 7 anos;


No exemplo citado anteriormente, seria necessário considerar um mínimo de 8 anos (96 meses) para calcular a depreciação contábil do veículo. Se, ao final desse prazo, de acordo com a tabela da Receita Federal, o veículo tivesse depreciado aproximadamente 32%, o cálculo da depreciação mensal da frota seria feito com os seguintes valores: depreciação = R$60.000,00 – R$40.800,00 / 96 = R$200,00 por mês.

É importante ressaltar que se um veículo depreciar 20% em 5 anos, em 8 anos a depreciação será de 32%. Ou seja, 32% de R$60.000,00 é R$19.200,00.

3. Software de gestão para o cálculo da depreciação

Devido à complexidade do cálculo de depreciação, há necessidade da adoção de um sistema de gestão para automatizar a contabilização do valor da desvalorização de veículos da frota.

Além de cuidar dos demais controles financeiros e demonstrações contábeis, o software pode ser parametrizado para considerar as variáveis requeridas e alocar o custo dessa perda de valor no preço de frete, repassando, assim, o pagamento para o cliente.

A cobrança da depreciação de veículos da frota é um custo que ajuda a provisionar recursos para a substituição do bem em decorrência do seu declínio. É preciso calcular os custos incidentes para manter veículos obsoletos e o ganho financeiro e em produtividade com a renovação da frota.

Quer conhecer mais sobre o processo de terceirização de frota? Leia o artigo sobre os principais benefícios da terceirização e descubra se essa prática é ideal para a sua empresa.