Diferente do que muitas pessoas pensam, comandar uma empresa não quer dizer apenas ganhar dinheiro e dar ordens, não é verdade? Montar um negócio é uma tarefa que oferece inúmeros desafios, exige muito planejamento, tempo, trabalho e investimento.

Além disso, para garantir uma boa margem de lucro e manter a competitividade é preciso estar atento aos custos. Afinal, se a parte financeira do negócio não vai bem, sua renda fica comprometida.

Por isso, no post de hoje vamos citar os três principais fatores que aumentam os custos de transportadoras, causando prejuízos para a empresa. Continue a leitura e confira!

1. Falta de segurança nas rodovias

Só no ano de 2015, foram cerca de 19.250 registros de roubo de carga no Brasil, totalizando quase R$ 13,4 bilhões para o segmento, de acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística.

Apesar de uma medida de prevenção, conhecida como Política Nacional de Repressão ao Furto e Roubo de Veículos e Cargas, já ter sido colocada em prática, essa realidade ainda está presente nas rodovias do país.

O valor do seguro ou os prejuízos causados por roubos e furtos de mercadorias, acabam sobrecarregando as empresas de transporte. Por isso, podemos afirmar que a falta de segurança nas estradas ainda representa uma grande parcela dos custos de transportadoras.

2. Acidentes e riscos nas estradas

Segundo a AGEV (Associação de Gestão de Despesas de Veículos), os custos de transportadoras gerados por acidentes envolvendo caminhões, é cerca de 12 vezes maior do que os prejuízos causados pelo índice de roubo de cargas.

Isso significa que não são apenas as empresas de transporte que se responsabilizam por essas despesas, mas o próprio consumidor acaba pagando mais caro pelo produto, que tem as taxas de frete aumentadas para equilibrar os gastos.

Diversas empresas estão adotando medidas extras de prevenção para diminuir o número de ocorrências e transtornos nas rotas dos caminhões, porque, apesar da apólice de seguros cobrir os custos dos roubos de carga, os acidentes acabam gerando gastos adicionais, já que os caminhões precisam ficar parados ou os funcionários afastados.

3. Ausência ou ineficiência do controle fiscal

O terceiro fator que mais influencia nos custos de transportadoras é a ineficiência do controle fiscal.

Não é nenhuma novidade que a legislação tributária do Brasil é bastante complicada e isso causa uma série de dúvidas e de problemas na gestão fiscal das empresas, fazendo com que muitos empreendedores sejam multados por conta de erros na hora de emitir documentos ou pagar impostos.

Entre os erros geralmente cometidos no controle fiscal das empresas de transporte, podemos citar os seguintes:

Emitir NFS-e em transporte intermunicipais

Em geral, é possível obter isenção de ICMS na emissão de CT-e para transações intermunicipais, e o ISS precisa ser destacado na emissão de NFS-e, podendo variar de 2% a 5%.

Entretanto, é muito comum encontrar transportadoras que emitem NFS-e de transporte municipal em regiões metropolitanas, o que pode acabar gerando custos muito mais altos do que o necessário.

Deixar de gerar MDF-e

No dia 4 de abril de 2016, entrou em vigor a lei que obriga a emissão de MDF-e, para todas as empresas que atuam no setor de transporte de carga intermunicipal, sendo fracionada ou do tipo lotação.

Isso significa que emitir MDF-e é uma exigência do Fisco, e se sua transportadora não cumpre com essa obrigação está sujeita a multas e a penalidades previstas na lei.

Não gerar Pagamento Eletrônico de Frete (PEF)

Para finalizar, um dos erros que pode aumentar os custos de transportadoras, causando graves prejuízos ao negócio é deixar de gerar Código Identificador da Operação de Transportes (CIOT) e o Pagamento Eletrônico de Frete (ou Carta Frete Eletrônica, como também é conhecida), o que é obrigatório desde 2012.

O documento deve ser aplicado como pagamento tanto para motoristas autônomos como para empresas de transporte que tenham até três veículos próprios.

A multa que a ANTT aplica para as transportadoras que não adotam esse tipo de pagamento pode variar de R$ 500 a R$ 10,5 mil.

Agora que você já conhece os principais fatores que geram prejuízo em uma transportadora, não deixe de conferir quais são os custos de uma empresa de logística!

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