• 21/05/2024

A logística reversa é uma questão muito importante para a economia e para a natureza. Se você tem pouca noção do que se trata, a boa notícia é que veio ao lugar certo! Aqui, falaremos sobre esse processo, dos negócios envolvidos, de suas vantagens para a indústria, comércio, serviços e consumidores, dentre outras coisas.

Para a atividade de transportes, vamos mostrar como ela pode trazer oportunidades de investimentos e, assim, de aumento de ganhos. Então, se você se interessa pelo tema, continue lendo este post e enriqueça ainda mais seus conhecimentos. Vamos em frente!

O que é logística reversa?

Para entender bem o que é a logística reversa, nada melhor do que você começar pela noção do que seja a logística propriamente dita. Acompanhe abaixo:

A logística pode ser entendida como um conjunto de atividades administrativas cujo objetivo é garantir a adequada movimentação (ou suprimento) de bens, desde a retirada de recursos da natureza (as matérias-primas) até o fornecimento de produtos aos consumidores — o que passa por transportadores, industriais, distribuidores e pelo comércio varejista.

A logística reversa faz o caminho contrário (reverso = oposto, inverso): ela também trabalha com o movimento de bens, só que agora os itens saem dos consumidores e são devolvidos às fábricas. Simples, não é mesmo?

Tipos de logística reversa

Existem dois tipos principais de logística, a logística reversa pós-venda e a logística reversa pós-consumo. Para entender qual adotar na sua empresa e como implementá-las, compreenda os conceitos a seguir:

Logística reversa pós-venda

Na logística reversa pós-venda, o produto em questão retorna à cadeia de distribuição antes de ter sido usado pelo consumidor ou em casos de pouco uso, seja pela identificação de defeito ou por algum erro no processamento do pedido, por exemplo.

Para responder a essa demanda, a empresa necessita planejar o recebimento e encaminhamento dos itens, estabelecendo meios de controle do fluxo físico e das informações logísticas dentro de sua estratégia de organização. Muitas vezes, o produto pode passar por melhorias e voltar a ser comercializado, agregando valor.

São razões possíveis para a devolução de mercadorias pós-venda e para os quais a empresa precisa planejar resposta:

  • Defeito de fabricação ou funcionamento;
  • Avarias no produto ou na sua embalagem;
  • Danos provocados durante o transporte;
  • Produtos que necessitam de conserto;
  • Erros na emissão do pedido;
  • Mercadorias em consignação;
  • Término do prazo de validade;
  • Necessidade de recall.
Logística reversa pós-consumo

Na logística reversa pós-consumo, o produto em questão foi adquirido, utilizado e descartado pelo consumidor, seja pelo término de sua vida útil ou porque sua validade chegou ao fim, sendo considerado impróprio para o consumo primário.

Da mesma forma que no pós-venda, a empresa deve se preparar para receber os itens e dar o devido encaminhamento a eles, que pode ser a reutilização para retorno ao ciclo produtivo, a reciclagem ou o desmanche seguido pela destinação ambiental adequada – apenas se a reintrodução no mercado for inviável.

No pós-consumo, a estratégia empregada depende das condições em que o produto retorna à indústria:

  • Se há condições de uso, os bens podem ser reutilizados;
  • Se chegou ao fim da vida útil, o produto pode ter componentes reaproveitados ou remanufaturados;
  • Se há risco ambiental, o item deve ser descartado de maneira correta.

Qual o objetivo e os tipos de mercadorias movimentadas?

Mas isso tudo tem um objetivo: dar um destino adequado aos produtos descartados pelos consumidores. Pense na quantidade de peças e artigos eletrônicos, garrafas e latas de refrigerantes, lâmpadas, alimentos, pneus, óleos lubrificantes e de cozinha, pilhas, entre outros, que são jogados no lixo diariamente. O volume é gigantesco, concorda?

Nesse sentido, a logística reversa também ajuda a evitar que o planeta seja entupido com tamanha quantidade de coisas que não servem mais a seus usuários. Devolvendo-as aos fabricantes, estes poderão:

  • reciclá-las;
  • reaproveitar peças;
  • desmanchá-las e encaminhá-las para outros tipos de indústrias;
  • destruí-las de modo adequado.

Muitas empresas — dependendo de suas atividades — estão obrigadas a participar da coleta desses materiais que são descartados, conforme previsto na Lei nº 12.305, de 2010.

Quem sai ganhando?

Ao retornarem às fábricas, esses objetos descartados poderão resultar em menores custos de produção (sua reutilização sairá mais barata do que utilizar novas matérias-primas). Com isso, teremos produtos com menores preços, aumentando as possibilidades de vendas da indústria e do comércio.

O setor de serviços também ganhará, pois uma maior quantidade de mercadorias em circulação significa mais trabalho para aqueles que irão tratar de transportá-las e armazená-las.

Além disso, é ainda mais vantajoso para o setor de transportes, por exigir um tipo de serviço especializado. Uma coisa é transportar bens novos, outra bem diferente é cuidar do transporte de resíduos e sucatas — o que representa novas oportunidades de negócios.

E então, conseguiu entender o que é a logística reversa? Percebeu que ela é uma chance de aumentar os investimentos e as atividades de uma transportadora? Esperamos que sim!